quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Atrás das Grades | Segurança e Tecnologia

Neste episódio, o Canal National Geographic visita uma das prisões de maior segurança dos Estados Unidos, a Oak Park Heights Supermax. Esta moderna fortaleza abriga os criminosos que os demais presídios não têm como lidar.
O NatGeo entra no mundo obscuro das prisões mais temidas dos Estados Unidos. Atrás das grades mergulha de cabeça no terrível submundo das prisões norte-americanas. As nossas câmeras estão lá, no meio deste campo de batalha da vida real, onde só os mais fortes sobrevivem.

Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo. Atualmente, com 25% da população carcerária mundial, trata-se de algo como um país atrás das grades. Mas hoje, esta nação está em crise.

A violência crescente, a superpopulação, a explosão do uso de drogas e a guerra entre gangues fazem parte da vida cotidiana na prisão, uma realidade que piora a cada dia.

A National Geographic penetra no comprometido sistema carcerário dos Estados Unidos para conhecer este mundo de detentos que lutam para sobreviver na prisão, de oficiais responsáveis por controlá-los e protegê-los, e de especialistas que tentam resolver a crise da nação reclusa.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Polícia prende quinze integrantes de quadrilha com ramificação no presídio

Presidiário estaria controlando bocas de fumo e roubo de veículos de dentro da penal
A Operação Candelabro, da Polícia Civil, prendeu quinze pessoas e apreendeu dois menores acusados de roubo de veículos e tráfico de drogas que mantinham ramificações com presos da penitenciária Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, nesta quinta-feira, 14.

A ação, que durou dois meses meio, foi iniciada por policiais civis da Delegacia da 4ª Regional, no conjunto Tucumã, onde os furtos de veículos eram cada vez mais frequentes. 

Também possibilitou desmantelar o núcleo da organização, que era chefiada pelo presidiário Ceumir Silva de Almeida de dentro do pavilhão “K” do presido Francisco Conde. 

De lá, por meio de telefones celulares que entraram com quatro mulheres, todas esposas de presos, eles Ceumir e outros presos de sua confiança controlavam bocas de fumo na cidade.  

Os agentes, comandados por quatro delegados, cumpriram onze dos doze mandados de prisão expedidos pela Justiça e vários mandados de busca e apreensão também foram executados. 

Entre os presos estão as quatro mulheres que levavam os aparelhos para dentro da penitenciária. Uma revista ao pavilhão “K” possibilitou aos agentes penitenciários a aos policiais encontrarem armas brancas, estoques (pedaços de vergalhões amolados), além de um radiocomunicador usado pelos agentes penitenciários e pela guarda do presídio.

Os presos foram indiciados por tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção de menores. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Novidades dos Cursos SENASP/EAD

Leia com atenção as orientações abaixo sobre as mudanças na participação nos fóruns e na composição da nota da avaliação. 


Participação nos fóruns: 


- A partir deste ciclo, o aluno terá um prazo para acessar e participar dos fóruns. Para os cursos de 60h, cada fórum criado ficará aberto por 20 dias a partir da data da sua abertura. Para os cursos de 40h, esse prazo é de 15 dias. Quando o tutor criar um fórum, você receberá um aviso em sua caixa postal, com a data de abertura do fórum. Fique atento aos prazos para participar do fórum antes de seu fechamento. 


- Para dar maior flexibilidade no tempo da sua participação, o tutor criará, no mínimo, quatro fóruns de conteúdo e você deverá participar de pelo menos três destes fóruns. Acesse o ambiente com frequência para acompanhar a programação dos fóruns. Atenção! Se você não participar de no mínimo de três fóruns de conteúdo, você não poderá acessar a avaliação final. 


Composição da nota da avaliação: 


- Foi alterada a composição da nota do aluno. Não haverá mais os 10 pontos atribuídos automaticamente pela participação mínima em 3 fóruns, embora continue a exigência da participação mínima do aluno em 3 fóruns para ter acesso à avaliação final (não são considerados os fóruns de Apresentação e Despedida para a liberação da avaliação). 


A avaliação final valerá 60 pontos e a nota do tutor 40 pontos. 


Estamos atualizando o Manual do Aluno, que estará disponível em seu ambiente nos próximos dias. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Atrás das Grades | Guerra de Gangues



O NatGeo entra no mundo obscuro das prisões mais temidas dos Estados Unidos. Atrás das grades mergulha de cabeça no terrível submundo das prisões norte-americanas. As nossas câmeras estão lá, no meio deste campo de batalha da vida real, onde só os mais fortes sobrevivem.

Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo. Atualmente, com 25% da população carcerária mundial, trata-se de algo como um país atrás das grades. Mas hoje, esta nação está em crise.

A violência crescente, a superpopulação, a explosão do uso de drogas e a guerra entre gangues fazem parte da vida cotidiana na prisão, uma realidade que piora a cada dia.

A National Geographic penetra no comprometido sistema carcerário dos Estados Unidos para conhecer este mundo de detentos que lutam para sobreviver na prisão, de oficiais responsáveis por controlá-los e protegê-los, e de especialistas que tentam resolver a crise da nação reclusa.

Tucano Alckmin doa armas a governo do Acre

O governador petista do Acre, Tião Viana, soube que o colega tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, fora às compras para reequipar a PM paulista.

Foram adquiridas, entre outros itens, pistolas novas. Tião tocou o telefone para Alckmin. Perguntou-lhe se poderia ceder ao Acre parte das armas antigas.

O tucano aquiesceu prontamente. Doou à gestão do petista 2 mil revólveres, que irão à cintura dos agentes penitenciários acreanos.

A doação de Alckmin proporcionou a Tião o cancelamento de uma despesa estimada em R$ 6 milhões.

Moral: quando a generosidade administrativa prevalece sobre a mesquinhez partidária, lucra o bom senso.

Leia o blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza

domingo, 4 de setembro de 2011

Minas Gerais usará aparelho de raio X em penitenciárias

Máquina já está instalada em cadeia de Contagem e custará R$ 19 mil por mês
Até o início de 2012, outras nove unidades prisionais do Estado contarão com o sistema
A Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais usará a partir do dia 10 de setembro o body scan - aparelho que substitui a revista íntima e detecta a presença de objetos metálicos escondidos em qualquer parte ou orifício do corpo. O equipamento já está instalado na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Até o início de 2012, outras nove unidades prisionais do Estado contarão com o sistema. Visitantes, agentes penitenciários e advogados que tiverem acesso ao interior das cadeias serão revistados. O body scan apenas não será usado nas pessoas que estão em tratamento por radioterapia, grávidas ou portadores de marca-passo. O aparelho será alugado por um período de três anos, o que demandará investimento mensal de R$ 19 mil em cada unidade prisional.

O sensor, semelhante ao usado em aeroportos, é uma espécie de cabine. Bastam 40 segundos para o equipamento detectar qualquer tipo de droga ou armas camufladas sob roupas, calçados e interior do corpo humano. Objetos como explosivos plásticos e celulares também podem ser escaneados.

Segundo o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, o aparelho de raio X será a principal ferramenta para banir a entrada de armas e drogas nos presídios.

- Essa nova tecnologia faz parte da estratégia de política pública prisional do governo para humanizar o sistema, além de ser um instrumento muito eficaz no combate a possíveis irregularidades.

Até o final deste ano, o body scan será instalado nos presídios Antônio Dutra Ladeira, Inspetor José Martinho Drummond, ambos em Ribeirão das Neves, nas duas unidades de São Joaquim de Bicas; no presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro; e na Penitenciária Francisco Floriano de Paula, em Governador Valadares, no leste do Estado.

Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o equipamento reforçará a segurança das penitenciárias José Edson Cavalieri e Professor Ariosvaldo Campos Pires, além da Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas.

Além do body scan, o sistema prisional de Minas Gerais passa a contar, desde quinta-feira (1°), com 55 novas viaturas para o transporte de presos. Cinquenta unidades prisionais de Belo Horizonte e do interior do Estado receberão os veículos. Os automóveis restantes serão encaminhados ao Comando de Operações Especiais e à Superintendência de Segurança prisional, ambos da Subsecretaria de Administração Prisional da Seds. As viaturas foram adquiridas com recursos do governo do Estado, que investiu cerca de R$ 2,4 milhões.

Fonte: R7

A Liga - A Vida Atrás das Grades









A vida atrás das grades

Foto do Filme Carandiru
No primeiro momento, toda a população carcerária evita todo e qualquer contato com pessoas desconhecidas. Insistindo e tentando uma aproximação, conseguimos aos poucos, e com muita paciência, conversar mais de perto com alguns deles.

O sentimento inicial de todos eles é muito parecido. A desconfiança é geral. A partir do momento que se deixam conhecer, verificamos que como qualquer grupo, existem semelhanças e diferenças entre eles.

O que nos deu abertura para uma conversa mais íntima, é a esperança que eles têm de ser ajudados. Quando imaginam que podem tirar algum proveito de nossa conversa, se abrem e falam até mesmo de sua intimidade.
È muito comum o sentimento de injustiça. Todos têm uma boa justificativa para estar ali. Colocam a culpa em outras pessoas, na sociedade, no governo, mas nunca assumem que cometeram algum tipo de crime.

Ressaltam sempre que foram levados a fazer aquilo. Dizem em coro que se tivessem tido oportunidades na vida, hoje não estariam ali. Não se conformam de maneira alguma com a realidade aqui de fora. A vida lá dentro é ruim. Mas ficam mais incomodados com a vida boa que algumas pessoas levam do lado de fora. É contraditório... Ao invés de lutarem por uma vida digna lá dentro, se revoltam pela vida boa que julgam poder levar aqui fora.

Outro sentimento da maioria é a preocupação com a família, apesar de nem todos a terem. Alguns se aproveitam de mães e mulheres para conseguir algum benefício. Mas, a maioria deles sente saudade de alguém... De uma mãe zelosa, de uma mulher apaixonada ou de um filho que não viu crescer. Alguns também têm vergonha. Poucos. Vergonha das mães que até hoje cuidam e defendem seus filhos. Vergonha dos filhos que já cresceram e se espelham neles.

Muitos têm medo da traição. É outro medo geral. Uns sentem medo de serem traídos pelas mulheres. Medo e vergonha de que um outro homem assuma o seu lugar lá fora. Muitos continuam sendo os chefes da família mesmo estando presos. Existe também o medo da traição lá dentro do presídio. Esta é imperdoável! É uma traição que pode lhe custar a vida. Lá dentro se dorme com um olho fechado e o outro aberto. Em determinadas situações a traição é a única saída. Muitos traem para pagar dívidas e salvar sua pele. A traição é uma bola de neve. Ela desencadeia processos de transição de poder.

O poder é algo que todos eles almejam. É muito importante mandar ou estar perto de quem manda. A hierarquia lá dentro é muito respeitada. Não a hierarquia do Estado. A lei que manda lá dentro é muito própria, criada por eles mesmos. Esta lei é muito mais respeitada por eles do que a lei aqui de fora.
Os presos, não têm medo da sanção. Roubam, matam, cometem todo tipo de delito sem medo do castigo. Sonham com a liberdade, mas não têm medo de perdê-la novamente. O arrependimento é um sentimento quase inexistente.

Escrito por: Leticia e Pablo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Módulo de segurança máxima começa a ser montado nesta sexta

Publicado por Redação em 01/09/2011

Nesta quinta-feira (01) chega ao sistema penitenciário oito carretas transportando as celas pré-moldadas do Módulo de Segurança Máxima. As celas foram fabricadas na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, e já começam a ser montadas nesta sexta-feira (2), a partir das 8h, ao lado do Presídio Cyridião Durval.

O módulo vai abrir 96 novas vagas no sistema prisional e vai utilizar o que há de mais avançado na construção de presídios. A estrutura, feita em concreto de alto desempenho, impede a comunicação entre as celas. Os controles de água, energia e abertura das portas são individuais.

Os agentes penitenciários farão a vigilância em plataformas aéreas – sem contado direto com os internos. O custo de operação e manutenção é considerado baixo.

O Módulo será construído com verba do Fundo Estadual de Segurança Pública e está orçado em dois milhões e meio de reais.

Se fosse construída pelos métodos tradicionais a obra levaria um ano para ficar pronta, mas será realizada em apenas três meses. Outra vantagem é a economia operacional. O módulo de segurança máxima vai empregar um terço do pessoal necessário para operar um módulo tradicional.

Presos perigosos – O novo módulo vai abrigar líderes de facções criminosas que atuam dentro dos presídios e mantê-los isolados dos demais reeducandos. Segundo o superintendente geral de Administração Penitenciária, tenente-coronel Carlos Luna, agora o sistema penitenciário alagoano terá como lidar com presos de alta periculosidade.

“Poderemos estabelecer um controle mais efetivo sobre a influência das lideranças criminosas sobre os outros presos. Esse módulo garantirá que não haja comunicação entre esses reeducandos,  possibilitando um avanço no combate e neutralização das organizações criminosas”, afirmou Carlos Luna.

Assessoria da SGAP

Juiz defende monitoramento eletrônico como alternativa a presídios

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, defendeu há pouco o uso de sistemas de monitoramento eletrônico como alternativa para ressocialização de presos. “O uso de tornozeleiras é um avanço e ajuda a tirar os presos de uma situação crítica no presídio”, afirmou. Segundo o juiz, é preciso garantir que os presos com monitoramento eletrônico não ofereçam risco para a sociedade. “O mecanismo não pode ser usado em todo preso. 

Para que não saia da cadeia e volte a cometer delitos”, alertou. Wedy participa da audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado sobre o Projeto de Lei 583/11, do deputado licenciado Pedro Paulo, que obriga a União a monitorar presos por meio de tornozeleiras ou pulseiras com GPS. O equipamento seria usado nos casos de regimes aberto e semiaberto, prisão domiciliar, liberdade condicional, saída temporária do presídio ou quando a pessoa for proibida de frequentar locais específicos. O debate foi sugerido pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que relata o projeto na comissão. A audiência prossegue no Plenário 6.

Fonte: Câmara dos Deputados