sábado, 25 de dezembro de 2010

Comentarista político sobre a “PEC da Paraíba”: O jeito é pagar!

A PEC e o poder das minorias...
 
É incrível como em toda a história da humanidade a massa popular sempre foi dominada pela vontade e o bel prazer das minorias. Parece algo sem lógica, mas sempre, sempre e sempre quem ‘mandou no pedaço’ foram apenas grupos diantes de multidões. Sempre.
 
Os reis monarcas mandavam e desmandavam em seus povos. Eram idolatrados. Muitas vezes adorados como deuses. Viviam no luxo sustentado pelo povo. Povo que, se bem soubesse, pelo menos mudaria um pouco sua sina de eterno sofrimento.
 
Mas não viajemos a tão longe. Aqui, hoje e agora vivemos exatamente o mesmo fenômeno. A maioria das pessoas – por ser maioria – tem o poder nas mãos. Mas, mesmo depois de tantos anos, ainda não sabe.
 
Os aguerridos agentes penitenciários podem confirmar: a maioria dos presos não quer saber de brigas, bagunças, rebeliões e mortes nas penitenciárias. Querem mais é ‘tirar’ sua cadeia na paz, deixar o tempo passar e esperar [um dia ele chega!] o alvará de soltura. Mas sempre, sempre e sempre existem as minorias para “embaçar o bagulho”. E apesar de em menor número, conseguem derramar o sangue desejado.  
 
Em todos os segmentos de trabalho – das polícias às correntes religiosas – existem os bons e os maus profissionais. Geralmente, a minoria é quem compõe a banda podre. E, como sempre, acaba se sobrepondo à maioria. “Ora, se os bons são maioria, por que não ‘excluem’ os maus”, raciocina o homem do povo.
O poder dos ‘menores’ é tão evidente que o Brasil, por exemplo, nos deu mais um bom exemplo para comprovamos a tese deste texto: o aumento salarial que os nossos queridos parlamentares aprovaram em benefício próprio. Para o povo, longos dias de discussão para conceder R$ 30,00, no máximo. Mas quando o assunto é o próprio bolso...
 
O povo é grande, se irrita, não aprova a discrepância, faz alguns ‘movimentos’, mas... status quo. 
Por fim, vem a história do justo salário que deveria ser pago aos profissionais da segurança pública neste país, que por questões de burocracia resolveram chamar de ‘PEC’. São centenas de milhares de profissionais espalhados entre as polícias Civil, Militar, Bombeiros e sistema penitenciário. Multiplicando-os pelo número de familiares, dá um exército de fazer inveja a qualquer monarca dos tempos remotos! Já pensou esse povo todo (ou pelo menos a maior parte dele) fazendo uma mobilização em prol de um objetivo comum? E por que não?
 
Será que um dia o povo derrubará o rei? A massa carcerária eliminará ‘comandos’? Os corruptos serão expurgados de uma classe profissional? Os parlamentares verão a força do eleitorado? A Segurança Pública terá coragem e organização para agir unida?
É triste. Mas é o registro da história.
ParaibaemQAP

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